Nova titular da Procuradoria da Mulher, a deputada
Solange Amaral (DEM-RJ) diz que atuará intensamente em defesa dos interesses não apenas das parlamentares, mas de todo o universo feminino que compõe a Câmara. A deputada considera fundamental a estruturação da Procuradoria para que possa contar com mecanismos que facilitem o contato permanente e a participação das mulheres na defesa de suas causas. Para tanto, o órgão contará com um site na internet e um e-mail, que serão disponibilizados em breve.
Como serão conduzidos os trabalhos da Procuradoria da Mulher a partir de agora?
Vamos continuar sua estruturação com a criação de nosso site e nosso e-mail e com a criação de facilitadores, para a inclusão da mulher de forma a permitir sua participação além do muro das próprias casas. Em países como Suécia, Finlândia, Noruega e grande parte da Europa a participação da mulher é intensiva. A Noruega, por exemplo, acaba de aprovar uma lei determinando que todas as empresas com ações na bolsa devem ter uma mulher no conselho de administração. Vamos acompanhar atentamente, junto com a bancada feminina, a tramitação da PEC que reserva espaço para as parlamentares nas mesas diretoras do Legislativo.
Por que é importante essa participação?
Trata-se de igualar os direitos civis no sentido da inclusão, para criar um sistema mais justo. O Congresso Nacional deve ser um espelho para a sociedade.
A senhora desenvolve um trabalho junto a comunidades carentes no Rio de Janeiro. Como ele leva cidadania a essa população?
Coordenei o projeto Favela-Bairro durante o período em que estive à frente da Secretaria de Habitação do Rio. O programa já levou melhorias a mais de 550 mil moradores de 143 comunidades, com investimentos de 600 milhões de dólares. O Favela-Bairro é reconhecido mundialmente por sua importância e eficácia em transformar as comunidades beneficiadas e a vida de seus moradores. As mudanças não são só de infraestrutura, com saneamento e tratamento da água, mas incluem creches, cursos, centros de informática. Não é à toa que a ONU considerou o programa um exemplo a ser seguido por outros países. E, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é o maior programa de inclusão social do mundo.